Lágrima de mármore
Pega fogo como gasolina
Mas desce sôfrega pelo rosto
Inerte e dinâmica
Corre pelas lembranças
E estática recorda de cada detalhe seu
Não sei se desce pelo rosto
Ou sobre como súplica ao universo
Prá ter você de novo
Prá sentir seu gosto
Faço por você o que você quiser
Implacável, a lágrima de mármore
Se transforma num monumento
E a dor, expressa em si mesma
O amor infinito, pelos séculos do séculos
Que sempre estará nas marcas do meu rosto
Como uma ode
Como uma oferenda
Como a dor infinita
Como a alegria de ver você bailar
Como o amor!

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