Calcinha Preta
"Se quiser é assim: me ame mas me deixe livre"
Parágrafo Único:
TRICOLOR ÊÔ
TRICOLOR ÊÔ
TRICOLOR ÊÔ
TRICOLOR ÊÔ
4-3-3 TETRACAMPEÃO!!
Agora, ao momento Calcinha Preta!!
Antes do imortal Tricolor ganhar mais um título nesse domingo eu fiquei absolutamente pasmo com a exibição de uma banda... será que dá para classificar assim.. chamada Calcinha Preta. E o pior, uma música do seu cd volume 15 (se esse é o último, imagina o resto), cantada como se fosse um hino ao descompromisso, claro, recheada por pernas, decotes e bocas, além de uma pobre calcinha preta, acenada por uma das integrantes da “banda”... pobre calcinha preta, outrora tão cobiçada, tão imaginada, tão desejada, agora acenada aos quatro ventos, como se fosse dispensável, fita adesiva em papel de presente, totalmente ignorável.
Nada contra a expressão do forró ou de outros ritmos, músicas e blá blá blás, mas mais uma vez há uma conspiração a favor da mentecaptalidade organizacional e massificante... em outras palavras, emburrecimento geral da população.
Como músico, e até tanto quanto possível, eclético, gosto muito de forró, aliás uma expressão genuína da cultura musical brasileira. O ponto é que a massa de manuseio - população - mais uma vez cai na armadilha da 'garganta abaixo' e acaba assumindo o comportamento ditado por meia dúzia de idiotas que não visam outra coisa a não ser encher as burras (se explodir de ganhar dinheiro) sem o menor escrúpulo. “GLOBOlização” maldita! Ah, miserável ferramenta desse e de todos os tipos de massificação, impingindo funks postiços, periferias, danças da garrafa, sertanejos postiços, axés postiços, seios postiços, e tantas coisas ‘made in china’...
By the way...
Estava conversando com uma pessoa que me disse que não tem o menor desejo de se casar.
A argumentação foi que ninguém precisa de casamento, de papéis, formalidades da sociedade, etc. Descreio muito disso, até sob o risco de ser considerado moralista, mas creio que o mínimo de organização é necessária, ainda mais se há o desejo de acertar num relacionamento.
Como se essa formalidade viesse de dentro para fora, de dentro dos corações, de dentro do relacionamento para fora, para a sociedade, para a aliança entre o casal e até mesmo para dizer para a sociedade: escolhemos um ao outro para construirmos um relacionamento, para conquistarmos coisas juntos, para estarmos em amor até nossa velhice.
Apesar da minha experiência não ter sido feliz, não posso deixar de crer que o casamento seja a melhor forma de duas pessoas compartilharem amor e construção de sonhos.
Só que com as imbecilidades sistêmicas dos homens, abandonando seu papel e ignorando a capacidade de gerenciamento e flexibilidade da mulher, causou um desarranjo generalizado; homens com atitudes de meninos e mulheres com atitudes de homens e mulheres.
Não é de espantar que muitas mulheres e cada vez mais jovens não coloquem o casamento como um dos seus projetos de vida. Casar para separar? Casar para criar o marido? Casar para que a mulher seja o brinquedinho do homem? Casar para compartilhar a conta-corrente? O saldo bancário? JAMAIS!!!!
Claro que preciso pensar no Mundo das Idéias, e tirar de lá o que seria importante para um relacionamento que está nascendo, que amadurece, que pretende não ser estatística, mas que deseja ser um modelo de felicidade.
Essas coisas bestas, como fidelidade, como discussão de relacionamento, assumir papéis, tratar o outro como gostaria de ser tratado, não competir internamente para provar nada, não subestimar, não desvalorizar, e por mais imbecil que pareça, até virar quadro do lamentável Zorra Total, ser enlouquecido pelo outro, a despeito da massificação da sociedade por biotipos, por padrões, por imbecilidades que não vão resistir à passagem dos anos, afinal a Gravidade é mais forte, e todas as coisas empinadinhas vão inerentemente despencar rumo ao chão...
E nesse momento, na tão temida terceira idade, como olhar para trás e ter que encarar que a escolha de ficar sozinho não foi uma opção, mas uma fuga alucinada de um compromisso?
Como resolver a vontade em dormir de conchinha com o ser amado pelo resto da vida, de assistir o outro dormir e sentir que você é plenamente louco por aquela pessoa que trata você bem, que se esforça além das próprias limitações, que erra, mas procura acertar na maioria das vezes e que está disposta a construir esse relacionamento tijolo a tijolo, com suor, palavras, beijos, tesão, visionariamente.
Ah... eu simplesmente acredito em relacionamentos duradouros, acredito que há a possibilidade de ser feliz e aí sim, olhar para trás e sentir que viver valeu a pena! Se possível, olhar para trás bem acompanhado e identificar nas rugas ou nos olhos cansados aquela mulher linda, maravilhosa, toda tesudinha que acompanhou durante todo esse caminho.
Mundo das Idéias? Sofisma? Empirismo? Pode até ser, mas com muito suor é possível! Vale a pena pagar o preço, a felicidade minha e a sua e a de tantas pessoas que a buscam está nessa nuvem que precisamos todos os dias transformar em factível. Risco, força, garra. O mundo da felicidade também é por merecimento, para todos os que se arriscam e conquistam.
O que tem a Calcinha Preta? Só é boa se for peça de vestuário, para ser tirada no momento certo, que seja usada, admirada, desejada, sonhada, tirada aos poucos, tirada de uma vez, arrancada passionalmente, que a cumplicidade intimista, escondida, safada, sôfrega do momento seja eterna enquanto dure e que o suor seja o parâmetro externalizado do prazer entre homem e mulher! Mas "SE QUISER É ASSIM: ME AME MAS ME DEIXE LIVRE" é a “música” mais lamentável que já ouvi, isso com certeza!
Bjos na alma!
